sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Hope

Chama tremelica. Mas presente.
E eu, contente, sorrio.

Teu riso preenche cada vazio de meu coração.
E claro que então, tu me devolves a emoção.

Pousa tua mão em meu peito. Sente-o palpitar.
Sim,tu sabes exactamente como o acordar.

A tua gargalhada é sonora, reconfortante.
E como uma criança ao adormecer, sinto-me quente na hora e deixo-me embalar.

Dás-me esperança.
Dás-me viver.
Dás-me mudança...
E fazes-me crer.

Obrigada de teu amor platónico.
Talvez nunca o reconhecerás.
Mas feliz eu estou, pois presente estarás.



Su*

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

-

Doí-me.
Odeio esta dor.
Odeio esta dor latejante.
Odeio ter de senti-la outra e outra vez.
Odeio isto.
Porquê eu?
Porquê outra vez?
Porque é que sequer tento.

Não quero tentar mais.
Quero mesmo desistir. Mesmo.

De tudo e mais alguma coisa.


Su*

Desisto. De ti.

Não me vou justificar a ninguém.
Dar a ninguém.
Pertencer a ninguém.

Queres-me?
Conquista-me.
Procura-me.
Ama-me.
Prova-me.

Provas aleatórias e dadas quando o santo cristo lhe apetece, não me convencem.
Um dia vou desistir.
Desistir totalmente do amor. De relações. Do esforço e dedicação a que dou a essa pessoa.
Desistir de tudo e se calhar virar a minha vida e meu mundo de pernas para o ar.
Mas o que não vou fazer é desistir de mim e deixar que,como no passado, me mandes abaixo.

Isso nunca mais.
Fica lá com o teu orgulho. Teus ideais.
Por tua causa sofro ainda hoje. 
Por tua causa ainda choro.
E por tua causa entro em pânico sempre que posso entrar numa nova relação.

Por isso decidi que vou mesmo desistir.
Vou mesmo.
E vou dizer isto vezes sem conta, até o meu cérebro estúpido o aceitar.
Porque existem pessoas que se esforçam mais do que tu,sabes?
E sinceramente era mais fácil desistir das tuas palavras se me dissesses "esquece" e eu pudesse seguir em frente. No entanto decides brincar comigo.
Mas não brincas mais, Chega.

A partir de agora,outro terá a oportunidade que tu desperdiçaste.
A oportunidade de que te riste.

E outro vai ser feliz a meu lado e eu a lado dele.

Su*

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Tu.

Desejo-te.
Sinto os teus lábios descobrindo cada recanto de minha pele. E o quanto demorados são esses descobrimentos. Lentos.Quentes.Ardentes.Inesquecíveis.Impossíveis.Insuportáveis.Pura tortura.
Mas tu gostas. De meu sofrimento. 
Gostas do meu dente fincar no meu lábio rosado.Os arrepios súbitos.A curta respiração.
Apenas te dá motivação,não é?
Sorris. 
Não é aquele sorriso quente e caloroso quando me olhas nos olhos. É aquele olhar de matança. De predador prestes a obter a sua presa. Aquele olhar que me derrete as partes mais escondidas.
Aquele teu olhar. Aquele teu sorriso. Aquele teu corpo.

Acordo.
Não passa de um sonho.
Passaram anos e anos. Ainda não te esqueci.
Culpabilizo-me. Torturo-me. Choro. Quebro. Esgadanho-me.
Acho-me insensata, sonsa. Apenas dada ao ócio e futilidade. Talvez se fosse mais forte...
Não então porquê tu.
Porque tens de ser tu.
Espero,aliás... rezo, por outro aparecer e me lavar as feridas já embrenhadas das larvas do tempo.
Mas ninguém vem.
E tu permaneces.

Como uma canção de embalar, sonho com os teus lábios nos meus,
E adormeço pensando: se tu apenas dissesses "amo-te".



Su*